Microsoft revela o Maia 300, chip próprio de IA que entra em operação em 2027
A terceira geração promete 40% mais tokens por megawatt que sistemas com GPU e vai ser o principal motor de inferência dos produtos da Microsoft.

A Microsoft apresentou nesta segunda-feira (12) o Maia 300, a terceira geração do seu acelerador próprio para inteligência artificial. O chip começa a ser instalado em produção em 2027 e, segundo a empresa, entrega 40% mais tokens por megawatt do que os sistemas mais avançados baseados em GPU. Com ele, a Microsoft quer fazer do Maia o principal sistema de inferência dos seus produtos e serviços.
O anúncio foi feito por Scott Guthrie, vice-presidente executivo de Cloud + AI, num texto no blog oficial da empresa. Ele diz que a família Maia vai passar a implantações de vários gigawatts a partir de 2027, sem informar quantos.
O que tem dentro do chip
O Maia 300 é feito em chiplets. A parte de computação usa o processo N2P da TSMC, e o controle de memória e a entrada e saída ficam em peças separadas, cada uma otimizada para a sua função. Segundo o detalhamento técnico no blog do Azure, assinado por Rani Borkar e Saurabh Dighe, essa divisão deixa mais área de silício para a computação e aumenta em 36% a capacidade de processamento do sistema.
Cada acelerador tem oito pilhas de memória HBM4, com 288 GB e até 18 TB/s de largura de banda, e consumo de projeto de 950 W. Em relação ao Maia 200, apresentado em janeiro, são 2,5 vezes a largura de banda de memória, 33% mais capacidade e cerca do dobro de largura de banda por watt. O chip também acelera em hardware formatos de baixa precisão, como o MXFP4.
Do rack ao superpod
A unidade de instalação é um rack com 96 aceleradores, dentro de um limite de 167 kW, com resfriamento líquido que tira mais de 80% do calor. Nessa configuração, a Microsoft promete até sete vezes a vazão de tokens de um rack de Maia 200 e mais de 2,5 vezes o desempenho por watt. Os racks se juntam por rede Ethernet num superpod de até 12.288 aceleradores, 128 racks no total.
O alvo são conversas longas, tarefas de raciocínio e agentes que executam várias ações em sequência, como resumiu o Canaltech.
Onde o Maia já roda
O Maia 200 já atende cargas de produção, como o Microsoft Copilot, e roda modelos da OpenAI, os modelos MAI da própria Microsoft e modelos abertos. O GitHub Copilot e o Microsoft Foundry devem chegar a ele até o fim do ano. Para o Maia 300, a empresa cita o GitHub, o Foundry, a equipe que desenvolve os modelos MAI e o Dragon Copilot.
A Microsoft prometeu mais detalhes para o Ignite, em novembro. A leitura do Setup do Dev: para quem desenvolve sobre o Azure, o efeito deve aparecer no preço e na disponibilidade da inferência, já que os textos do anúncio não falam em acesso direto ao chip.
Fontes: Microsoft, Azure Blog, Canaltech
Produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.
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