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Notebooks devem ficar mais caros em 2027 com alta de memória e processador, diz TrendForce

Processador, memória e SSD já são 68% do custo de um notebook de US$ 900. As vendas podem cair perto de 10% se as marcas repassarem toda a alta.

Por Setup do Dev
2 min de leitura
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Notebook aberto sobre uma mesa de madeira, visto de cima, com uma xícara de café ao lado
Foto: Lauren Mancke / StockSnap (CC0)

A consultoria TrendForce prevê que o mercado de notebooks vai ter em 2027 um problema diferente do deste ano: em vez de faltar peça, o preço das peças deve afastar o comprador. No relatório publicado na quinta-feira (8), a empresa estima que os embarques globais caiam um pouco no ano que vem, e que a queda pode chegar perto dos 10% se as fabricantes repassarem toda a alta de custos ao consumidor.

A conta que explica o aperto está nos componentes. Num notebook comum com preço sugerido de US$ 900, processador, memória DRAM e SSD somavam cerca de 68% do custo de materiais no terceiro trimestre de 2026, segundo o relatório da TrendForce.

As três saídas das fabricantes

Com esse custo, as marcas ficam diante de três caminhos, e nenhum é bom. Subir o preço de venda pode derrubar a procura. Absorver a alta aperta a margem de lucro. E cortar a configuração, por exemplo com menos memória, deixa o produto menos competitivo. Para a consultoria, o foco do mercado deixa de ser se há componentes suficientes e passa a ser quanto o consumidor aceita pagar.

Memória continua apertada

A TrendForce espera que a oferta de DRAM continue curta em 2027, porque os servidores de inteligência artificial ficam com boa parte da capacidade de produção mais avançada. A memória para PCs corre o risco de crescer pouco. Na memória flash NAND, usada nos SSDs, as restrições podem diminuir no segundo semestre de 2027, com a entrada de fábricas novas.

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A pressão não para aí: placas de circuito, capacitores cerâmicos (MLCC) e chips de gerenciamento de energia (PMIC) também estão com oferta apertada, com risco de preço maior ou de prazo de entrega mais longo.

A produção volta para a China

O relatório traz um efeito menos óbvio: com as vendas fracas, a saída das fábricas de notebooks da China deve desacelerar. A produção fora do país, que era cerca de 24% do total em 2025, cai para 21% em 2026 e pode ficar abaixo de 20% em 2027.

A TrendForce não dá um percentual de aumento para o preço final: o relatório fala em risco de alta, e não numa previsão de quanto. Para a consultoria, a principal ameaça ao mercado em 2027 deixa de ser a falta de peças e passa a ser a capacidade de o consumidor absorver preços mais altos. A leitura do Setup do Dev: para quem programa e precisa trocar de máquina, a combinação de memória cara e o risco de configurações mais enxutas sugere comprar pela quantidade de RAM, e não só pelo preço da vitrine.

Fonte: TrendForce

Produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

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  1. As três saídas das fabricantes
  2. Memória continua apertada
  3. A produção volta para a China

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